Todo mundo sabe do lado rock n' roll do rei Roberto Carlos. Falar disso é chover no molhado, bicho!
Mas o fato é que a galerinha mais nova que tá vindo por ai (incluindo eu por exemplo rs.) acaba só conhecendo os clichês do Rei que fazem parte da fase iê-iê-iê, anteriores ao ano de 1968 em que Roberto Carlos ainda é bem jovem e está sob influencia de grandes nomes como Bobby Darin. Nesta fase você encontra músicas do tipo: “Eu Sou o Terrível”, “É Proibido Fumar”, “Quero Que Vá Tudo pro Inferno”, “O Calhambeque”, “Splish Splash”, entre outras.
Por isso decidi elaborar posts pra falar um pouco das músicas rock n' roll que não são tão conhecidas e são posteriores a este período, de 1968 até 1973. É uma fase em que Roberto Carlos conseguiu dar uma sobrevida ao rock n' roll bebendo muito do soul, com grande influência de Otis Redding.
Neste primeiro post, deixo como dica o disco:
1968 - O Intimidável
- “Se você pensa”
http://www.youtube.com/watch?v=IwBoa1g4wM8&feature=related
(No melhor estilo Ozzy Osbourne, acreditem se quiser rsrsrs).
- “Não há dinheiro que pague”
(n/c no youtube, mas você pode ouvi-la em sites que vendem Cds ou mesmo comprar em sebos, pois é um disco fantástico).
Mais em breve!!!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Escolhendo o repertório de sua banda – Parte 1
Para toda escolha de repertório deve-se ter em mente, antes de mais nada, quais são os objetivos da sua banda. Vocês tem em vista tocar em algum bar em específico no futuro, querem tocar em festas, aos finais de semana? Para qual tipo de público vocês pretendem tocar?
Isto pode até parecer óbvio, mas na prática, quando todos da banda dão a sua opinião (o que é fundamental), a tendência é o repertório se tornar um conjunto de sons desconexos.
Digo isso por experiência própria. Na minha primeira banda, nós conseguimos a proeza de tocar Iron Maiden, Paralamas do Sucesso e Rolling Stones no mesmo show! E não foi uma vez só, foram várias até a gente perceber que não funcionava. Acontecia que cada um da banda queria expor as suas habilidades em seu instrumento, por isso escolhíamos músicas bem trabalhadas e não tínhamos noção que usávamos isso como critério.
Isso não se chama repertório, se chama Ego. Ou seja, falta de bom senso por sermos orgulhosos demais. As pessoas não estão interessadas em nos verem nos masturbando na guitarra, na bateria, na voz, no baixo... Assim, teremos apenas o nosso próprio prazer em vista e esquecemos das pessoas que muitas vezes pagam para nos verem.
Isto também ocorre por que quando montamos uma banda talvez tenhamos o desejo de provar algo as pessoas, mesmo que não saibamos disso. Queremos provar que somos músicos competentes e temos a ilusão de que se tocarmos músicas fáceis irão achar que somos músicos fracos.
Tocar músicas fáceis não torna você incompetente, do mesmo modo que tocar músicas difíceis não faz de você um músico excelente. Sua competência não depende disso. O que faz de você bom ou ruim é estudo e sensibilidade. E o que faz você ter sucesso não é apenas a competência, mas o público.
Continuamos em outro post.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Números ordinários
Ela tinha algo de primeira namoradaPercebi desde a segunda vez que a vi.
Suas terceiras intenções nos levariam logo ao quarto
Ou tão rápido seu pai mandaria-me aos quintos dos infernos.
Mas fomos calmos.
Antes da sexta vez ensinei o meia-nove.
Depois a dividir e a trocar seis por meia-dúzia.
E sentia-me bem satisfeito por ter encontrado
Uma forma de relação menos quadrada e menos perfeita.
Mas um dia tive um amor à primeira vista.
E antes que desse meia-noite,
Virei abóbora e dei meia-volta.
Desisti deste jogo cabalístico em que já não sabia mais nenhum valor
Das coisas que seriam indivisíveis.
Voltei à estaca zero.
Acreditem, exceto as frações de segundos entre uma e outra
E “terceiros tempos” desses jogos emocionantes,
Todos esses números eram ordinais e ordinários
Comparados a um amor cardinal, cordial e cardeal
Sentido de Leste a Oeste!
Que pena, não existe um amor sem a primeira vez.
Autor: Vanchico
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Cássia Eller: A solidão nos mesquinhos anos 90
Ainda não sabemos dizer porque as pessoas só dão valor ao artista depois que ele morre. Esse é o caso da Cássia Eller, na minha opinião uma das maiores interpretes de nossa música que surgiu nos últimos 20 anos e, apesar disso, pouco valorizada. É triste de se ver que não encontramos muito material sobre ela na internet.
Nem faz tanto tempo assim que Cássia Eller apareceu e desapareceu para realinhar as órbitas dos planetas de nosso rock nacional. Foi em 1990, justamente o ano em que Cazuza nos deixou, quando ela tinha 28 anos, que gravou o seu primeiro CD. Fruto de compositores não menos ilustres que Renato Russo (Por Enquanto), Frejat e Cazuza (Que o Deus Venha) e a chocante chutada de balde numa versão reggae de Eleanor Rigby (Lennon e MacCartney).
Com uma timidez contrastante com seu timbre vocal de contralto e postura em palco transgressora, vejo Cássia Eller como um dos últimos artistas que surgiram com atitude e personalidade rock n' roll. Não admitindo rótulos, se aventurando em diversos estilos, do blues ao forró, assim como Elis Regina também foi, Cássia carregava consigo uma capacidade incrível de transposição de barreiras por meio de seu dom.
Pois somente esse dom consegue explicar todo o tempo que conseguiu sobreviver, antes de ser finalmente estrangulada por sua gravadora em 2001. Numa época pobre e mesquinha (que foram os anos 90), Cássia Eller ao menos deixou sua marca. Carregou a bandeira de seus heróis, Cazuza e Renato Russo, se transfigurando na imagem deles e insistindo em nos dizer: “Senhor piedade, pra essa gente careta e covarde”.
Estou aguardando, já estamos em 2008. A rebeldia e o sonho ainda não voltou. Quem carregará esta bandeira?
OBS: Para maiores informações: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u20144.shtml
e outras reportagens da folha.
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Rock Nacional
Satisfeito o vício do último cigarro

É cachorro, é pessoa,
É criança, é qualquer coisa...
Pra quem senta no meio da calçada
Tudo pode incomodar de repente.
É criança, é qualquer coisa...
Pra quem senta no meio da calçada
Tudo pode incomodar de repente.
São os varais, são os fios,
É a sombra, é o sol...
Orgulhosamente tudo é redondo,
Desde quando o mundo acreditou ser redondo.
Bastam-se os Domingos, é verdade,
Um pouco de árvores, umas pedrinhas pra chutar
E quem sabe uma foda entre cachorros pra entreter a paisagem.
É a sombra, é o sol...
Orgulhosamente tudo é redondo,
Desde quando o mundo acreditou ser redondo.
Bastam-se os Domingos, é verdade,
Um pouco de árvores, umas pedrinhas pra chutar
E quem sabe uma foda entre cachorros pra entreter a paisagem.
É provável que sim.
Há uma boa probabilidade de ser sim.
Que sendo satisfeito o vício de algum último cigarro,
Só me reste amar.
Há uma boa probabilidade de ser sim.
Que sendo satisfeito o vício de algum último cigarro,
Só me reste amar.
Autor: Vanchico
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Mulheres feias

Segue embaixo algumas frases de minha autoria.
OBS: Se quizerem utilizá-las por favor me notifiquem, pois elas possuem direitos registrados.
“A diferença entre a mulher feia e a mulher bonita está no amor. No amor a arte”.
"Sair com mulher feia e inteligente é igual assinar tv a cabo. É caro, você se vincula e no final das contas, só por causa de um canal bom, você é obrigado a ficar com todo o resto que não presta”.
“Transar com mulher feia é igual corrida do saco. Só vale a pena em festas temáticas e quando o ato em si, apesar de ridículo, é aplaudido pelo público”.
“Transar com mulher feia é igual corrida do saco. Só vale a pena em festas temáticas e quando o ato em si, apesar de ridículo, é aplaudido pelo público”.
“Transar no escuro é uma atividade perigosamente socrática, principalmente com mulheres feias. Nunca se sabe aonde beijar, como beijar, o que beijar e pra que beijar”.
“Eu acho que não há beleza que se compare a da mulher nariguda. Além de conter a justeza simétrica de uma obra delicada de engenharia, possui a utilidade de um guarda volumes”.
E vocês, também tem frases? Mandem as suas!
domingo, 2 de novembro de 2008
É o seu 1º show? Faça o ritual do que se f*da!
Não há coisa tão esperada na vida de um músico quanto o seu primeiro show ou apresentação. Todos aqueles finais de semana gastos com ensaios, todo o trabalho de se pensar um repertório agradável, todo o trabalho de divulgar e chamar seus amigos é justamente por esse momento de tocar em público. P*ta que ansiedade do car*lho!!! rsrsrs.E não adianta a galera vir com aquele papo de que isso é normal. Essa é a coisa mais irritante que alguém pode te falar. Minto. A coisa mais irritante que existe é o cara te falar pra você ficar calmo. Calmo como? Basta pensar na data e aquela coisa ruim vem. Pior então na véspera. Não, minto de novo. Pior que tudo isso é virar de frente pra aquela galera toda olhando pra você parecendo que querem te comer.
Ai vem aquele cara legal, amigão seu e diz: “Bora encher a cara!”. A idéia de subir bêbado no palco não parece ser tão ruim. Aliás, ruim vai ser você perceber que essa idéia também não funciona. Pelo contrário, com toda a sua coordenação prejudica, somada a vontade de enfiar a sua cabeça dentro da terra feito uma ema, te leva a uma conclusão simples. Que se f*da! E realmente o que acontece é isso.
O baterista tenta se esconder o máximo atrás do palco. O baixista faz aquele ar de compenetrado e guitarrista (se tiver cabelos compridos) pode até fingir ser o Slash, mas o vocalista não escapa. Não, tem que haver um jeito de escapar. Sim! Tem um jeito de escapar sim, colocando um pedestal com a letra bem na cara ou enfiando a cara no microfone, ou fechando os olhos enquanto canta, como se fosse romântico cantar Iron (e perdendo toda sua presença de palco).
É, realmente, se você é músico você está f*dido e tem que passar por isso, pois se não, nada do que você fez até agora tem sentido.
Mas fora todas essa palhaçada que via rola mesmo e vai acabar sendo uma m*rda, existe sim algumas dicas que podem fazer você fazer um show mais sussa.
A palavra chave é ritual. Não estou falando de fazer um pacto com o Capeta ou de fazer uma oração ao Senhor (embora haja gente que faça isso também).
Ritual significa se fazer alguma ação que fixe todo o seu potencial de energia em um único ponto de sua consciência (e corpo) gerando concentração. Agora f*deu! A psicologia que vá pra... rsrsrs.
Vou explicar o que isto quer dizer na prática. Esta ação pode ser um grito de guerra (como fazem no esporte), pode ser caminhar silenciosamente olhando o chão do palco, ficar isolado das pessoas sem conversar com elas (como Roberto Carlos), enfiar o pé direito na caixa de areia do gato (o Metallica costuma enfiar o pé em uma caixa de terra e bater na parede), enfim... Tem que ser algo seu, alguma ação que você reconheça como símbolo. Eu tenho o ritual de me deitar no palco e ficar mais próximo do chão que eu conseguir (para ganhar intimidade com aquele espaço e ter expressão corporal).
E aí vira tudo do avesso! Você deixa de ser aquele cara comum pra se tornar um músico de frente ao seu público. O ritual para você mudar de personagem. Músicos conhecidos usam muito isso. E você também tem o seu ritual?
Deixem comentários sobre os seus rituais. Até o próximo post.
OBS: Ah! E se nada disso funcionar, para naquela parte do que se f*da. Não há melhor ritual do que este. Sempre haverá novos shows.
sábado, 1 de novembro de 2008
Banda em crise? Dê um beijo no olho da goiaba!
Há momentos em que todo o sonho de fazer sucesso com a sua banda vai por água baixo. O prazer de tocar vai se tornando cada vez menor, os ensaios começam a ser a desmarcados com maior freqüência, integrantes começam a faltar, etc, etc. A sua banda pode estar passando por um momento crise.É importante, nestes momentos em que tudo parece dar errado, lembrarmos de uma coisa: quando foi que vocês se reuniram pela primeira vez. Muitas vezes a solução para o problema que você está passando pode estar no início, assim como é na infância que está a resposta para muitos de nossos problemas individuais (eta psicologia! rs).
Vou dar um exemplo. A sua banda é formada por você, seu primo e dois amigos de seu primo. Você começa a se dar conta que as coisas não estão dando muito certo porque o baterista (amigo de seu primo) não tem estudado o ritmo das músicas. Você por não ser amigo dele, acaba tomando ao menos dois tipos de atitudes básicas: você cobra ou pede para seu primo cobrar.
Na primeira delas você fica cobrando, no começo de leve e sem resultado nenhum. Passa um ensaio, dois, três e você vai ficando mais tenso. Ou seja, você vai se tornando um cobrador chato e mandão. Ao poucos você irá perceber um fenômeno estranho. Você irá perceber que de repente os ensaios começam a ser cancelados porque assistir ao Caldeirão do Hulk é mais legal. Até que chega um belo dia em que o batera diz que começou a fazer aulas de surf. Resultado, o cara que era amigo do batera também fica com vontade de sair de sua banda e sobra só você e seu primo. A banda se polarizou e se dividiu.
No segundo tipo, você pede para seu primo ser o intermediário e passa a acontecer algo um pouco semelhante ao primeiro caso, só que o conflito começa a se dar na amizade de seu primo com o batera. Mas não se engane, a tendência é se preservar a amizade a todo custo. Resultado seu primo continua amigo do batera e tenta insistir na base da piada para que ele mude, mas como piada ninguém leva a sério, nada a acontece. A banda vai perdendo ritmo, até o dia em que você mesmo desiste dela e sem querer (inconscientemente) começa a dar um jeito de rever sua namorada com mais freqüência.
Nestas duas atitudes a banda acaba de um jeito ou de outro. Estou falando de duas atitudes terríveis em uma banda: a de ser autoritário e a de ser passivo. Muita gente vai dizer que o mais fácil seria trocar o baterista. Mas qual seria a decisão mais correta?
O principal ponto em questão é a motivação de sua banda. Por isso disse que é importante se saber como a sua banda começou, pois para pessoas se unirem é necessário uma motivação (em outros posts falarei mais sobre como motivar a sua banda).
Não estamos falando de um baterista ou um guitarrista que não tenha competência para tocar. Mas estamos falando de um músico que está desmotivado e que por isso não estuda em casa. Podemos dizer que uma das suas motivação para tocar, ou seja, um dos ingredientes (dos muitos que podem haver) é a amizade.
Mas o fato de você vê-lo todo final de semana, e fazerem algumas zueiras no ensaio, não garante que você seja um amigo dele. Preciso explicar o que é amizade? Acho que não. E quando você não é uma pessoa valorizada (nem por amizade e nem por talento), o que você disser também não terá valor.
No exemplo, este baterista entrou para a banda por causa de seu primo e por outros motivos. Quando os outros motivos como: grana, mulheres, sucesso ou diversão, não são alcançados o que resta?
Resta a amizade. E se você não conquistou a amizade deste baterista no princípio, acredito que pode ser tarde demais. Por isso, antes que aconteça o pior, antes de ter uma visão fatalista que os músicos não ficam em sua banda, procure conhecer as pessoas que não são suas amigas.
Evite o erro de só conversar com quem você tem afinidade e conhece. A coisa mais chata que há em uma banda são conversas paralelas. Divide o grupo.
Agora se você já está neste ponto em que está quase tudo parando. Faço algo diferente do convencional. Juntem todos e saiam pra se divertir, bebam e joguem conversa fora, façam qualquer coisa que ajude o entrosamento. Beije o olho da goiaba dos integrantes! Conheça esse cara, às coisas que ele gosta, os problemas que ele passa. Talvez sua banda ainda possa ser salva.
Bom, essas são apenas algumas dicas.
Qualquer dúvida me contate, farei o possível para ajudar o olho da goiaba de sua banda. Teremos mais posts sobre o assunto em breve.
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